O grupo ficou paralisado por alguns instantes, os corações batendo acelerados. Maya tentava manter a compostura, mas seus olhos denunciavam seu pavor.
— Vamos voltar. Isso está ficando esquisito — sugeriu Bianca, a voz tremendo levemente.
— Concordo — disse Lucas, lançando um olhar de advertência para Felipe, que parecia pronto para contar mais uma de suas histórias.
Laura assentiu, mas antes que pudessem dar meia-volta, um som mais alto ecoou pela floresta, como um gemido distante. Todos congelaram, e a tensão era palpável.
— Isso... isso foi real? — perguntou Maya, finalmente deixando sua fachada cair.
— Deve ter sido só o vento — disse Felipe, tentando soar corajoso, mas sua voz traiu um leve tremor.
Vitor, tentando aliviar a situação, forçou um sorriso. — Vamos lá, pessoal. Provavelmente é só algum animal noturno.
Mas antes que pudessem se mover, uma figura sombria passou correndo entre as árvores, rápida e silenciosa. Um grito agudo quebrou o silêncio — era Laura.
— Laura! — gritou Lucas, correndo na direção do som.
O restante do grupo seguiu apressado, mas Laura tinha desaparecido. Eles chamaram por ela, mas a floresta respondeu apenas com o silêncio.
— Isso não é normal. Temos que voltar para o acampamento e pedir ajuda — disse Lucas, tentando manter a calma.
Maya estava à beira das lágrimas, enquanto Bianca e Vitor olhavam ao redor, tentando encontrar qualquer sinal de Laura.
— Vamos, pessoal. Temos que encontrar a Laura — insistiu Felipe, apesar de seu próprio medo evidente.
Voltando às pressas para o acampamento, eles encontraram o monitor, que rapidamente organizou uma busca. Os outros campistas, agora alertados, olhavam com uma mistura de curiosidade e medo.
Horas se passaram, e a busca pela floresta revelou-se infrutífera. A tensão aumentava, e o clima de férias se transformou em uma atmosfera de preocupação e desespero.
Maya, sentada perto da fogueira, choramingava baixinho. Lucas mantinha uma expressão sombria, a mente a mil por hora. Bianca tentava confortar Vitor, que agora mostrava uma seriedade incomum.
— Ela vai aparecer. Laura é forte — disse Vitor, tentando animar o grupo.
Mas o que ninguém sabia é que a floresta guardava segredos antigos, e a noite apenas começava a revelar suas verdadeiras intenções. As sombras dançavam nas margens da clareira, sussurrando promessas de medo e mistério.
A madrugada chegou, e com ela, um novo horror se aproximava. O grupo ainda não sabia, mas aquela seria uma noite longa, e o desaparecimento de Laura era apenas o começo de um terror que se desenrolaria nos dias seguintes, mudando suas vidas para sempre.

Nenhum comentário:
Postar um comentário