Capítulo 1: O Retorno ao Acampamento Sombrio

portão enferrujado de um acampamento

Cinco Anos Depois...

 O vento frio de outono soprava pelas árvores, e o céu acinzentado criava uma atmosfera melancólica. Os seis amigos, agora adultos, estavam de pé diante do portão enferrujado do Acampamento Sol Nascente, o local onde tudo começou. O tempo passou, mas os laços entre eles continuavam fortes.

Lucas, agora mais maduro e sempre com sua postura protetora, olhava para o interior do acampamento com uma expressão séria. Maya, antes mimada e superficial, agora demonstrava uma confiança genuína, segurando firme a mão de Lucas. Laura, com seu ar confiante e corajoso, estava ao lado de Felipe, que, apesar de ainda tentar impressioná-la, havia se tornado mais seguro de si. Vitor, sempre espirituoso, mantinha um sorriso descontraído, mas seus olhos vigilantes mostravam que ele sentia o peso do momento. Ao seu lado, Bianca, agora mais confiante, segurava um livro antigo, o mesmo que os ajudou anos atrás.

Eles haviam sido chamados de volta ao acampamento após receberem uma carta anônima que dizia:

"O que vocês selaram há cinco anos está se libertando. Venham antes que seja tarde."

— Isso parece uma armadilha — disse Felipe, cruzando os braços. — Quem enviaria essa carta?

— Não sei, mas alguma coisa dentro de mim me diz que temos que ver isso de perto — respondeu Bianca, folheando o livro antigo. — A energia desse lugar... Está diferente.

— Eu também sinto — completou Laura, olhando para a floresta. — Como se algo estivesse esperando por nós.

Maya abraçou a si mesma, inquieta. — Achei que tivéssemos resolvido tudo naquele verão. O que mais poderia estar aqui?

Lucas respirou fundo. — Só há uma maneira de descobrir. Vamos entrar.

Eles cruzaram os portões, e o que viram os fez parar de imediato. O acampamento, antes cheio de vida e alegria, agora estava abandonado e decadente. As cabanas estavam quebradas, a fogueira onde se despediram estava destruída e as árvores pareciam mais escuras, como se algo sugasse a vida do lugar.

O silêncio era opressor. Nenhum som de pássaros, nenhum farfalhar de folhas ao vento.

— Isso não está certo... — murmurou Vitor, olhando ao redor.

De repente, um grito distante ecoou pela floresta. Agudo, desesperado.

Todos se entreolharam, sentindo um arrepio na espinha.

— Parece que temos companhia... — disse Lucas, cerrando os punhos.

A floresta estava chamando por eles novamente. Mas dessa vez, o mal que os esperava era algo muito pior do que as sombras do passado.

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