Capítulo 3: Presos no Pesadelo

arvore com fumaça



 O vento soprou com uma força anormal, apagando completamente a pouca luz que ainda restava na clareira. A entidade sombria avançou contra eles, e no instante seguinte, tudo se desfez em escuridão absoluta.

Maya sentiu seu coração disparar. Seu corpo parecia congelado, como se estivesse submerso em água gelada. Ela tentou chamar por Lucas, mas sua voz não saiu.

Então, uma luz fraca e azulada brilhou ao longe, cortando a escuridão como uma vela no meio do breu.

Maya piscou e percebeu que estava sozinha.

Lucas?! Laura?! Alguém?! — sua voz ecoou, mas ninguém respondeu.

A névoa ao seu redor girava como um ciclone, distorcendo a paisagem. As árvores pareciam se esticar e dobrar, como se fossem vivas. O chão sob seus pés era instável, ondulando como se estivesse caminhando sobre um mar de sombras.

De repente, uma mão fria segurou seu ombro.

Maya gritou e girou o corpo, mas o que viu a fez congelar.

Diante dela, havia outra versão de si mesma — mas esta era pálida, os olhos negros como buracos sem fim, e um sorriso cruel estampado no rosto.

Você sempre fingiu ser forte, mas eu sei a verdade. Você é fraca. Você sempre foi. — A versão sombria de Maya inclinou a cabeça. — E agora... não há ninguém aqui para te proteger.

Maya deu um passo para trás, mas sentiu algo pegajoso envolvendo seus pés. Quando olhou para baixo, percebeu que estava afundando em uma poça de escuridão viva, tentáculos negros subindo por suas pernas.

Ela tentou gritar novamente, mas as sombras a engoliram inteira.


O Despertar no Outro Lado

Lucas abriu os olhos ofegante. Ele estava deitado no chão da floresta, mas algo estava errado. O céu acima dele era vermelho, e as árvores ao redor estavam murchas, apodrecendo diante de seus olhos.

Maya?! Laura?! — Ele se levantou rapidamente, o coração disparado.

Ele sentiu um arrepio na espinha quando olhou para trás e viu a mesma árvore retorcida onde haviam selado o mal cinco anos antes. Mas agora, ela estava viva, se mexendo lentamente como se respirasse.

E então ele ouviu.

Passos.

Lentos. Precisos. Aproximando-se dele.

Lucas virou-se e viu Felipe, mas algo estava errado. Seu amigo estava com a cabeça baixa, o corpo rígido, e um murmúrio fraco saía de seus lábios.

Felipe...?

Felipe levantou o rosto, e Lucas prendeu a respiração.

Os olhos de Felipe estavam completamente negros, e um sorriso vazio se abriu em seu rosto.

Não há mais fuga, Lucas. Vocês nunca deveriam ter voltado.

Então, com um movimento sobrenaturalmente rápido, Felipe avançou contra ele com um grito inumano.

Lucas mal teve tempo de reagir antes de ser derrubado no chão.

E, em algum lugar distante daquela dimensão distorcida, seus amigos estavam presos em seus próprios pesadelos.

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