Lenda do Velho do Saco: história, origem, características e relatos

Lenda do Velho do Saco história, origem, características e relatos


 Entre as histórias que durante décadas foram usadas pelos adultos para assustar crianças no Brasil, poucas são tão conhecidas quanto a lenda do Velho do Saco, também chamada de Homem do Saco. A imagem é simples e, justamente por isso, assustadora: um homem velho, malvestido, carregando um grande saco nas costas e caminhando pelas ruas à procura de crianças desobedientes ou que estivessem sozinhas. Quando encontrava uma delas, segundo a tradição, colocava a criança dentro do saco e desaparecia com ela. A história aparece em diferentes regiões do Brasil e possui muitas variações, algumas relacionadas diretamente ao personagem conhecido como Papa-Figo.

Durante muito tempo, pais, avós e outros adultos contaram essa história para impedir que as crianças saíssem sozinhas, conversassem com desconhecidos, permanecessem na rua depois de escurecer ou simplesmente desobedecessem às regras da casa. Um material didático produzido para estudantes em São Paulo registra justamente essa função da narrativa: o Velho do Saco apareceria quando uma criança saísse sozinha de casa ou brincasse sem a presença de adultos.

Por trás do personagem existe, portanto, uma história muito mais ampla do que a simples figura de um velho carregando um saco. A lenda faz parte de uma tradição internacional de personagens usados para provocar medo nas crianças e aparece com diferentes nomes e características em vários países.


Quem é o Velho do Saco?

O Velho do Saco é representado tradicionalmente como um homem idoso, pobre, malvestido e assustador, que carrega um grande saco nas costas.

Em algumas versões brasileiras, ele simplesmente captura crianças desobedientes e as leva embora. Em outras, a história fica muito mais sombria e o personagem passa a ser identificado com o Papa-Figo, uma figura que sequestraria crianças para consumir seus fígados.

Há ainda versões em que o Velho do Saco não possui necessariamente uma aparência monstruosa. Pode parecer um homem comum, alguém que anda pelas ruas sem chamar muita atenção, até se aproximar da criança.

Essa variedade é importante porque não existe uma única versão oficial da lenda.

O personagem muda de acordo com a região, a época e a maneira como a história foi transmitida.


Velho do Saco e Homem do Saco são a mesma lenda?

Na maioria dos casos, os dois nomes são usados para designar a mesma figura.

A expressão Homem do Saco aparece amplamente no Brasil, enquanto Velho do Saco é uma das formas populares utilizadas para descrevê-lo. A própria pesquisa acadêmica sobre narrativas populares encontrou várias versões com o título “Homem do Saco” e “Velho do Saco”, todas apresentando como tema principal a desobediência infantil.

Em algumas regiões, porém, a figura se mistura com outras lendas.

Uma das principais associações é com o Papa-Figo.

O resultado é uma personagem que pode ser apenas um sequestrador imaginário de crianças ou um homem assustador que captura suas vítimas para fins muito mais macabros.


A origem da lenda do Velho do Saco

A origem exata da lenda não pode ser determinada com segurança.

O personagem possui equivalentes em diversos países e faz parte de uma tradição muito antiga de histórias utilizadas para controlar o comportamento infantil. A versão brasileira é relacionada a figuras semelhantes encontradas em Portugal, Espanha e outros países latino-americanos.

Na Espanha, existe o Hombre del Saco.

Em partes da América do Sul, aparece como El Viejo del Saco.

No Brasil, consolidaram-se os nomes Homem do Saco, Velho do Saco e, em algumas tradições, Papa-Figo.

Isso significa que não é correto afirmar que a lenda nasceu exclusivamente no Brasil.

Ela faz parte de uma tradição muito maior, que ganhou características próprias em cada lugar.


O Velho do Saco no folclore brasileiro

No Brasil, a história passou a fazer parte principalmente das narrativas populares destinadas às crianças.

O personagem era utilizado como ameaça.

Se a criança não obedecesse, o Velho do Saco viria buscá-la.

Se saísse sozinha, poderia ser capturada.

Se conversasse com estranhos, poderia desaparecer.

Se continuasse brincando depois de escurecer, o velho poderia aparecer.

Um estudo acadêmico da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte encontrou diversas versões da narrativa e destacou justamente a desobediência infantil como elemento central da história.

A função da lenda era, portanto, muito prática.

Era uma maneira de transformar uma regra abstrata em uma ameaça concreta.


Como era o Velho do Saco?

A aparência varia.

Uma das descrições mais comuns apresenta um velho sujo, maltrapilho, barbudo e corcunda, carregando um grande saco.

Uma página dedicada ao folclore brasileiro descreve o personagem como um velho de roupas rasgadas, dentes escuros e aparência envelhecida.

Outras versões apresentam um homem alto e imponente, enquanto algumas o descrevem simplesmente como um homem pobre ou andarilho.

Em determinadas versões relacionadas ao Papa-Figo, entretanto, ele pode apresentar características sobrenaturais, como garras, dentes grandes, unhas de ave de rapina ou aparência monstruosa.

Por isso, não existe uma aparência universal do Velho do Saco.


O que havia dentro do saco?

Essa é uma das partes mais assustadoras da história.

Na versão mais simples, o saco servia para carregar as crianças capturadas.

Mas algumas versões afirmavam que o saco já estava cheio de crianças desobedientes.

Um material produzido para atividades educacionais em São Paulo registra justamente uma versão em que o velho carregava consigo um saco cheio de crianças que havia capturado.

Em outras versões, especialmente quando a história se aproxima do Papa-Figo, o saco é utilizado para transportar as vítimas.

Há também narrativas populares que diziam que o velho levava as crianças para lugares desconhecidos, sem que ninguém soubesse o que aconteceria depois.


O Velho do Saco pegava crianças desobedientes?

Essa é provavelmente a característica mais comum da lenda.

A criança precisava obedecer aos pais.

Caso contrário, o Velho do Saco poderia aparecer.

Uma versão registrada em material acadêmico resume a história dizendo que o velho carregava um saco nas costas para roubar crianças desobedientes que andassem sozinhas.

Outra versão utilizada em atividades escolares afirma que o personagem apareceria quando a criança estivesse sozinha na frente de casa ou brincando sem um adulto por perto.

A mensagem era sempre parecida:

não fique sozinho e obedeça aos adultos.


O Velho do Saco e o medo de estranhos

Com o passar do tempo, a história também passou a funcionar como uma advertência para que crianças não conversassem com pessoas desconhecidas.

A versão apresentada pela Toda Matéria afirma que os pais contavam a existência do Papa-Figo, também chamado de Homem do Saco ou Velho do Saco, justamente para evitar que as crianças falassem com estranhos.

Isso explica por que a lenda permaneceu tão popular.

Ela não precisava de uma história complicada.

Bastava dizer:

“Não converse com estranhos, porque o Velho do Saco pode pegar você.”


A versão do Papa-Figo

Uma das versões mais conhecidas no Brasil mistura o Velho do Saco com o Papa-Figo.

Nesse caso, a história se torna muito mais macabra.

Segundo a tradição registrada em fontes sobre o folclore brasileiro, o Papa-Figo seria uma pessoa que sofria de uma doença e acreditava que poderia se curar consumindo o fígado e o sangue de crianças. O nome seria uma contração popular de “papa-fígado”.

Nessa versão, o personagem poderia atrair crianças oferecendo doces ou brinquedos.

Depois de conquistá-las, capturava suas vítimas.

A história dizia que ele matava as crianças e consumia seus fígados.

Em algumas versões, depois de abandonar o corpo, deixava dinheiro para ajudar a família com as despesas do funeral.

É importante destacar que essa é uma versão da tradição do Papa-Figo, e não necessariamente a descrição de todas as histórias do Velho do Saco.


A relação entre o Velho do Saco e a hanseníase

Existe ainda um aspecto histórico bastante sombrio associado ao Papa-Figo.

No Brasil do início do século XX, a lenda foi associada a pessoas que sofriam de hanseníase, conhecida na época como lepra. Segundo o Brasil Escola, essa associação ajudou a aumentar o estigma sofrido por pessoas com a doença.

Em algumas versões registradas por Câmara Cascudo, o Homem do Saco aparecia como um velho negro, sujo e vestido de farrapos, que sequestrava crianças para pessoas ricas que sofriam da doença.

Outras versões apresentavam um homem doente que atraía crianças com presentes e depois consumia seu sangue e fígado.

Essa parte da história deve ser entendida dentro do contexto histórico em que essas crenças foram transmitidas, pois associar uma doença a comportamentos monstruosos contribuiu para a discriminação de pessoas doentes.


O crime de Gádor e o Homem do Saco

Uma história frequentemente relacionada à tradição espanhola do Homem do Saco envolve um crime ocorrido em Gádor, na Espanha, em 1910.

O crime envolveu o sequestro e assassinato do menino Bernardo González Parra.

O caso ficou conhecido como o Crime de Gádor e posteriormente passou a ser associado à popularização da figura do Hombre del Saco na Espanha.

É importante ter cuidado com a maneira como essa informação é apresentada.

O crime não significa que o Homem do Saco tenha surgido naquele momento.

A figura já fazia parte do imaginário popular.

O que aconteceu foi que o crime passou a ser relacionado à imagem do personagem e ajudou a reforçar sua associação com o sequestro de crianças.


A história do Velho do Saco no Brasil

Uma das versões mais simples da lenda conta que existia um velho que caminhava pelas ruas carregando um enorme saco nas costas.

Ele aparecia principalmente quando as crianças estavam sozinhas.

Não importava se era manhã, tarde ou noite.

O importante era que a criança estivesse longe dos adultos.

Segundo a história, o velho observava as crianças que faziam travessuras, desobedeciam aos pais ou saíam de casa sem autorização.

Quando encontrava uma delas, aproximava-se silenciosamente.

A criança percebia aquele homem estranho caminhando com um grande saco nas costas e tentava fugir.

Mas era tarde.

O velho colocava a criança dentro do saco e desaparecia.

Ninguém sabia para onde ele levava suas vítimas.

Essa ausência de explicação era justamente uma das partes mais assustadoras da narrativa.

A criança desaparecia.

O velho desaparecia.

E ninguém sabia o que havia acontecido.

Essa versão foi transmitida oralmente durante gerações e recebeu diferentes finais e detalhes conforme o lugar onde era contada.


Um relato de infância sobre o Velho do Saco

Entre os registros encontrados, existe um depoimento publicado no blog Antigas Ternuras, no qual o autor relembra como o personagem era utilizado pelos adultos durante sua infância.

Segundo o relato, quando ele tinha cerca de seis anos, seu tio ameaçava chamar o Velho do Saco sempre que ele não queria comer arroz e feijão.

O tio saía para a varanda e fingia chamar o velho.

Depois respondia com uma voz assustadora, dizendo que iria colocar o menino no saco.

O efeito funcionava.

A criança comia rapidamente para não ser levada pelo personagem imaginário.

Esse depoimento não é um relato de que o Velho do Saco realmente existia.

É um relato real sobre a maneira como a lenda era utilizada pelos adultos para assustar crianças.

E justamente por isso é interessante para entender a força da tradição.


Um relato real sobre o “Japonês do Saco”

Também encontrei uma história diferente e muito interessante relacionada ao personagem.

Em Santa Catarina existiu um homem conhecido popularmente como Japonês do Saco, que durante décadas passou por São João Batista carregando um saco.

Segundo um livro publicado com apoio do Ministério do Turismo, ele passou mais de 30 anos circulando pela região.

Nunca houve relato de que tivesse cometido crimes.

Mesmo assim, sua aparência e o fato de carregar um saco fizeram com que os adultos o utilizassem para assustar as crianças.

Os pais diziam que o Velho do Saco iria pegá-las caso não obedecessem.

Alguns ainda afirmavam que dentro do saco havia crianças desobedientes que ele teria capturado para fazer sabão.

O homem, porém, não era apresentado como criminoso.

Era simplesmente um andarilho conhecido pela população.

Segundo a mesma publicação, ele desapareceu das redondezas depois de uma de suas passagens pela região, na década de 1990, e surgiram relatos nunca confirmados de que teria sido atropelado e morrido.

Esse caso mostra como uma pessoa real pode acabar sendo incorporada ao imaginário popular e receber características de uma lenda.


O Velho do Saco de João Pessoa

Existe ainda outro caso real envolvendo uma pessoa que recebeu o apelido de Velho do Saco.

Em João Pessoa, na Paraíba, Antônio Serafim da Silva, conhecido também como Antônio Rasga Rua, era um andarilho que carregava um saco nas costas.

Segundo uma reportagem publicada em Opinião PB, os moradores da cidade o conheciam como “velho do saco”, mas ele era descrito como uma pessoa pacata e inofensiva.

O jornal A União, do Governo da Paraíba, também publicou material sobre Antônio Rasga Rua, destacando sua trajetória como personagem popular de João Pessoa.

Nesse caso, novamente, existe uma diferença importante:

Antônio Rasga Rua foi uma pessoa real.

O personagem assustador da lenda é outra coisa.

O apelido surgiu porque ele carregava um saco, fazendo com que a população o relacionasse à figura folclórica conhecida.


O Velho do Saco em Torres

Também encontrei um relato pessoal publicado pelo jornal A Folha Torres.

O autor, Roni Dalpiaz, conta que durante sua infância em Torres, no Rio Grande do Sul, ouvia histórias sobre um homem maltrapilho, vestido de preto, que caminhava pelas ruas desertas procurando crianças para colocar em um saco.

A mesma lembrança vinha acompanhada de outra história urbana bastante conhecida: a de uma Kombi preta que supostamente capturava crianças e retirava seus órgãos.

O próprio texto deixa claro que essas histórias faziam parte do imaginário infantil da época e eram utilizadas para provocar medo e manter as crianças em casa.

Esse é mais um exemplo de como o Velho do Saco assumiu diferentes formas conforme o local onde a história era contada.


Existe um relato real de alguém que foi levado pelo Velho do Saco?

Durante a pesquisa, não encontrei uma fonte confiável que comprovasse que uma criança tenha sido realmente sequestrada por um personagem chamado Velho do Saco.

Existem inúmeras histórias contadas como “casos verdadeiros”, mas muitas são narrativas populares transmitidas oralmente ou versões de lendas urbanas.

Um material didático da rede pública, por exemplo, explica que as lendas urbanas frequentemente são apresentadas como acontecimentos que teriam ocorrido com “um amigo de um amigo” ou como algo conhecido publicamente.

Por isso, é importante separar:

relatos reais sobre a lenda

de

provas de que o personagem da lenda existiu.

Os primeiros existem.

Os segundos não foram encontrados nesta pesquisa.


O Velho do Saco realmente existiu?

Não há comprovação científica de que o Velho do Saco, como criatura sobrenatural, tenha existido.

O que existe é uma enorme quantidade de registros culturais, histórias orais, relatos de infância, documentos educacionais, pesquisas acadêmicas e personagens reais que acabaram associados à figura.

O personagem faz parte do imaginário popular.

Sua existência está documentada como tradição.

Mas isso é diferente de provar que um homem sobrenatural realmente percorria as ruas capturando crianças.


O Velho do Saco e o Bicho-Papão

O Velho do Saco possui uma função semelhante à do Bicho-Papão.

Os dois são personagens usados para provocar medo nas crianças e estimular o bom comportamento.

Em algumas regiões, os personagens praticamente se confundem.

Um material sobre seres do folclore brasileiro, por exemplo, apresenta o Velho do Saco como uma espécie de bicho-papão ou Tutu-Marambá de determinadas regiões do Brasil.

A diferença está principalmente na aparência.

O Bicho-Papão pode assumir formas variadas.

Já o Velho do Saco normalmente é reconhecido pela figura humana e pelo enorme saco carregado nas costas.


O Velho do Saco em Portugal e na Espanha

A história não pertence exclusivamente ao folclore brasileiro.

Em Portugal existem personagens e histórias semelhantes.

Na Espanha, o Hombre del Saco possui uma tradição particularmente conhecida.

Em países da América Latina, também aparecem versões como Hombre del Costal e El Viejo del Saco.

Isso mostra que a imagem do homem que carrega crianças em um saco atravessou fronteiras e ganhou características locais.


Por que os adultos contavam a lenda do Velho do Saco?

A resposta mais simples é:

para educar pelo medo.

A criança não precisava entender todos os detalhes.

Bastava acreditar que algo terrível aconteceria se desobedecesse.

“Não saia sozinho.”

“Não converse com estranhos.”

“Volte para casa antes de escurecer.”

“Obedeça aos seus pais.”

“Não vá para lugares desconhecidos.”

Essas mensagens apareciam repetidamente nas diferentes versões.

A pesquisa acadêmica sobre a narrativa confirma que a desobediência infantil é um dos elementos centrais da história.


Curiosidades sobre o Velho do Saco

  • Também é conhecido como Homem do Saco.
  • Em algumas regiões, é associado ao Papa-Figo.
  • A lenda possui versões em diferentes países.
  • Na Espanha, existe o Hombre del Saco.
  • Na Argentina e no Chile, aparece como El Viejo del Saco.
  • No Brasil, é frequentemente apresentado como um velho maltrapilho.
  • O grande saco é sua principal característica.
  • Tradicionalmente, captura crianças desobedientes.
  • Em algumas versões, procura crianças que estejam sozinhas.
  • Em outras, atrai as vítimas com doces e brinquedos.
  • Algumas versões relacionam o personagem ao consumo de fígado.
  • Essa versão está ligada ao Papa-Figo.
  • A lenda foi utilizada durante gerações para ensinar crianças a obedecer aos adultos.
  • Existem pessoas reais que receberam o apelido de “Velho do Saco” por carregarem sacos nas costas.
  • Não há comprovação científica da existência do personagem sobrenatural.

A verdadeira história por trás do Velho do Saco

A lenda do Velho do Saco não possui uma única história de origem que possa ser considerada definitiva.

O que existe é uma tradição popular que atravessou diferentes países e séculos, assumindo características próprias em cada região.

No Brasil, a figura acabou se misturando com personagens como o Papa-Figo, o Bicho-Papão e outras figuras utilizadas para assustar crianças.

Com o passar dos anos, histórias de pessoas reais, crimes verdadeiros e acontecimentos locais também foram incorporados ao imaginário popular.

É por isso que existem tantas versões.

Em uma cidade, o Velho do Saco é apenas um velho que leva crianças desobedientes.

Em outra, ele é um homem doente que procura crianças para comer seus fígados.

Em outra, pode ser um andarilho real que recebeu o apelido por carregar um saco.

E em algumas regiões a história simplesmente desapareceu, enquanto em outras continua sendo contada.

O personagem sobrevive porque a essência da história permanece a mesma:

uma criança está sozinha, um homem estranho aparece carregando um saco e ninguém sabe o que acontecerá depois.

É uma imagem simples, mas suficiente para transformar uma história contada pelos adultos em uma das figuras mais assustadoras da infância brasileira.


O Velho do Saco ainda faz parte do folclore brasileiro?

Sim.

Embora muitas crianças atualmente tenham contato com personagens diferentes, a figura ainda aparece em livros, pesquisas, peças teatrais, filmes, atividades escolares e projetos culturais.

A própria Secretaria da Cultura do Estado da Bahia já apresentou o Velho do Saco como um dos personagens que faziam parte dos medos infantis.

No Rio Grande do Sul, projetos culturais também continuam revisitando a figura do Velho do Saco, inclusive em espetáculos baseados na tradição oral.

E materiais educacionais continuam utilizando a lenda para trabalhar o conceito de narrativa popular e lenda urbana.

Isso mostra que, mesmo que muitas pessoas não acreditem literalmente no personagem, o Velho do Saco continua existindo como parte da memória cultural brasileira.


Conclusão

A lenda do Velho do Saco é uma das histórias mais populares e assustadoras transmitidas entre gerações no Brasil.

Seu personagem é geralmente descrito como um velho malvestido que carrega um enorme saco nas costas e procura crianças desobedientes ou que estejam sozinhas.

Com o passar do tempo, a história ganhou inúmeras versões e acabou se misturando com o Papa-Figo, o Bicho-Papão e outras figuras do folclore.

Também existem relatos reais de pessoas que foram chamadas de “Velho do Saco” por carregarem sacos pelas ruas, como aconteceu com personagens populares de João Pessoa e Santa Catarina.

Mas, apesar de existirem muitos relatos e histórias, não encontrei evidência confiável de que uma criatura sobrenatural chamada Velho do Saco tenha realmente sequestrado crianças.

O que podemos comprovar é a força da própria lenda.

Durante décadas, bastava alguém dizer:

“Obedeça, senão o Velho do Saco vem buscar você.”

E, para muitas crianças, isso já era suficiente para fazer o medo tomar conta.


Sites que falam da lenda:

https://www.todamateria.com.br/papa-figo/

https://brasilescola.uol.com.br/folclore/papa-figo-ou-homem-do-saco.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Velho_do_saco

https://www.mitoselendas.com.br/2013/09/a-lenda-do-velho-do-saco.html

https://www.mitoselendas.com.br/2023/07/a-lenda-do-velho-do-saco-entre-medo-e.html

https://afolhatorres.com.br/colunas/o-lenda-do-velho-do-saco-de-torres/

https://oberhalbthoth.blogspot.com/2018/03/o-homem-do-saco.html

https://gersonrosario.com/2024/09/11/o-homem-do-saco/

https://kadekarai.blogspot.com/2011/01/lenda-urbana-velho-do-saco-verdade-ou.html

https://www.todamateria.com.br/bicho-papao/

https://www.youtube.com/watch?v=130pqFteHhA

https://www.youtube.com/watch?v=_LqhHc12CcM

Postar um comentário

0 Comentários