— Felipe, luta contra isso! — Lucas gritou, desviando de mais um ataque.
Mas Felipe não respondeu. Em vez disso, um sorriso distorcido se abriu ainda mais em seu rosto, e sua voz saiu em um tom baixo e ecoado:
— Ele me mostrou a verdade... e logo mostrará a vocês também.
Lucas estreitou os olhos, o peito subindo e descendo rapidamente com a adrenalina. Ele precisava encontrar os outros.
Sem outra escolha, ele desviou de mais um golpe e usou sua força para empurrar Felipe para trás, ganhando tempo suficiente para correr na direção oposta.
Mas enquanto corria, ele percebeu que o cenário ao seu redor estava mudando.
A floresta não era mais a mesma. As árvores pareciam vivas, seus galhos se retorcendo como braços esqueléticos tentando agarrá-lo. O chão era irregular, coberto por uma névoa escura que pulsava como um organismo vivo.
E então, ele viu.
No centro da clareira mais à frente, havia uma figura de capuz, alta e imóvel. Seus olhos brilhavam em um tom prateado, e sua presença exalava uma energia tão fria que Lucas sentiu seu corpo inteiro arrepiar.
— Finalmente, o líder do grupo... — a voz da figura ecoou, profunda e cheia de malícia.
Lucas parou, tentando recuperar o fôlego, mas manteve os punhos cerrados.
— Quem é você?
A figura inclinou levemente a cabeça.
— Eu sou aquele que vocês pensaram que poderiam selar.
Lucas sentiu um frio percorrer sua espinha.
— Mas... o selo—
— Quebrado. — A figura ergueu uma das mãos, e, no mesmo instante, Felipe apareceu ao lado dele, os olhos ainda completamente negros. E não foi por acaso.
Lucas sentiu a tensão aumentar. Algo estava muito errado.
— E os outros? O que você fez com eles?
A entidade deu um pequeno sorriso.
— Eles estão presos... enfrentando seus maiores medos. E quando finalmente sucumbirem... eles serão meus.
O coração de Lucas acelerou. Ele sabia que precisava encontrar os outros antes que fosse tarde demais.
Mas o verdadeiro terror foi perceber que eles já estavam ficando sem tempo.
Maya: O Jogo da Ilusão
Maya abriu os olhos com um suspiro desesperado.
Ela não estava mais na floresta.
Estava no colégio onde estudou durante a adolescência.
Os corredores estavam vazios, iluminados apenas por luzes piscantes. As paredes estavam pichadas com palavras que a assombravam:
"Falsa."
"Fraca."
"Medrosa."
Ela cambaleou para trás, tentando controlar a respiração.
— Isso não é real. — ela murmurou, apertando os olhos.
Mas então, risadas ecoaram pelo corredor.
Ela virou rapidamente, sentindo seu corpo congelar.
Na outra ponta do corredor, um grupo de estudantes apareceu. Mas não eram normais. Seus rostos estavam distorcidos, os sorrisos muito largos, e seus olhos brilhavam vermelho-sangue.
— A patricinha com medo... — uma voz zombou.
— Sem sua máscara agora, Maya?
Ela sentiu o pânico tomar conta.
Então, as luzes piscaram novamente, e quando voltaram... Lucas estava lá.
Mas algo estava errado.
Seu rosto estava pálido, os olhos escuros como um buraco sem fim.
E então ele sussurrou:
— Por que você nunca me amou de verdade, Maya?
Maya sentiu um grito ficar preso na garganta.
O pior de seus pesadelos acabava de se tornar realidade.
Bianca e Vitor: O Labirinto do Medo
Enquanto isso, Bianca e Vitor estavam juntos, mas presos dentro de um labirinto feito de espelhos quebrados.
Cada reflexo mostrava uma versão distorcida deles:
Vitor coberto de sangue. Bianca chorando sozinha.
— Isso é algum tipo de ilusão... — Bianca sussurrou, abraçando seu livro contra o peito.
— Então vamos acabar com isso logo! — Vitor tentou chutar um dos espelhos, mas o vidro não quebrou. Em vez disso, seu reflexo sorriu de volta.
E então saiu do espelho.
Bianca gritou quando a versão distorcida de Vitor agarrava seu verdadeiro eu pelo pescoço.
— VOCÊ NÃO PODE VENCER A SI MESMO! — a versão sombria rugiu.
Vitor tentou lutar, mas percebeu, aterrorizado, que o reflexo era mais forte que ele.
Bianca abriu seu livro rapidamente, procurando qualquer feitiço ou símbolo que pudesse ajudá-los. Mas as páginas estavam em branco.
O desespero começou a crescer.
E a entidade que os prendeu ali sabia disso.
Laura: A Escolha Impossível
Laura estava em um campo vazio, apenas um círculo de velas negras iluminando o espaço.
No centro, estavam duas silhuetas amarradas.
Quando ela se aproximou, o horror tomou conta de seu rosto.
Eram Lucas e Felipe.
Ambos estavam com os olhos fechados, como se estivessem desacordados. Mas, quando Laura deu mais um passo, uma voz monstruosa ecoou ao seu redor:
— Só um pode viver. Escolha.
O coração de Laura disparou.
— NÃO! Eu não vou escolher!
A voz apenas riu.
— Ou você escolhe... ou os dois morrem.
As velas piscaram violentamente.
Laura sentiu sua mente girar.
Ela precisava encontrar um jeito de quebrar esse jogo...
Antes que fosse tarde demais.
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